Depois de um mês inteiro apresentando queda, o mercado varejista dos hortifrutigranjeiros praticamente recuperou os preços logo na primeira semana de agosto. Em julho a média dos preços ficou 12% mais baixa em relação ao mês anterior e na primeira semana de agosto a variação foi 9% positiva.
A falta de chuvas regulares no Estado é a principal responsável pela alta. Segundo o chefe da divisão de controle estatístico da secretaria municipal do Abastecimento, Daril Cardoso da Luz, não só o mês de julho está atípico mas o ano todo tem se mostrado diferente do anterior.
Um exemplo que ilustra essa diferença é o do tomate, que em julho estava custando R$ 0,68 o quilo e em agosto já teve alta de 75%. Em julho do ano passado o quilo podia ser comprado a R$ 1,36. ‘‘Santa Catarina diminuiu bem a produção, no Rio Grande do Sul houve enchentes e a soma disso foi o aquecimento do mercado de São Paulo, que se refletiu no Paranᒒ, explicou da Luz.
Também registraram alta além do esperado a couve-flor (54%) e a abobrinha (41%). As maiores quedas ficaram por conta da melancia (-22%), do mamão (-16,67%) e da alface crespa (-13,95%).
Supermercado - Os produtos de higiene e limpeza, que representam cerca de 45% dos gastos mensais das famílias com supermercados, apresentaram variações de até 122% nos 12 maiores supermercados de Curitiba na última semana. A pesquisa realizada pela secretaria apontou uma variação média de 48% nos preços dos produtos. A menor diferença foi de 16%, nos preços praticados para o sabão da marca Omo.
A maior diferença (122%) foi verificada no preço do pacote de Bom-Bril. O mais barato é o vendido no Lembrasul a R$ 0,22, e o mais alto, a R$ 0,49. O amaciante de roupa (frasco de 500 g) também apresentou uma variação alta, de 103%. O preço mais baixo está no Carrefour, a R$ 0,42, contra o mais alto da praça, R$ 0,85.

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