Desesperado com a falta de segurança para trabalhar, o empresário Cláudio Roberto Parra, dono de uma farmácia no Jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina, foi pedir providências ao prefeito Nedson Micheleti (PT). O seu estabelecimento foi assaltado anteontem, pela segunda vez este ano e a sétima vez em dois anos.
Parra já conversou por três vezes com o comando da Polícia Militar, mas o que ouviu foram relatos de que a PM está sem condições materiais e humanas para atender a cidade. Após o penúltimo assalto, ocorrido em janeiro, ele havia contratado um segurança para o período da tarde, quando aconteciam os assaltos. Desta vez o ladrão veio pela manhã. ‘‘A solução que vejo é sair da minha cidade, vender o meu comércio para poder viver e trabalhar em paz’’, desabafou.
Nedson ouviu o empresário e disse ter conhecimento da situação crítica da segurança em Londrina. A prefeitura, em conjunto com algumas lideranças e o Conselho Comunitário de Segurança, de acordo com o prefeito, vêm se reunindo em busca de soluções. Segundo o prefeito, a administração não tem responsabilidade e nem recursos para tratar a questão, que é da competência do Estado.‘‘Mas precisamos ampliar a discussão. É preciso que toda a sociedade londrinense entre na luta’’, convocou.
O vereador Tercílio Turini (PSDB) convidou o secretário de Segurança, José Tavares, para uma reunião com os vereadores e representantes da sociedade. Turini espera a confirmação do secretário até a próxima segunda-feira. ‘‘Se ele não vier, marcamos a audiência sem a presença dele’’, disse. A assessoria do secretário informou que Tavares aceitou o convite e deve estar na cidade nos próximos 15 dias.

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