Após 4 anos de espera, posto será ativado
Áureo Nogueira
De Londrina
O posto de saúde do Conjunto Armindo Guazzi, na zona leste de Londrina, deve entrar em funcionamento na segunda quinzena de agosto. A informação é do secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian. A obra já foi concluída e o equipamento está sendo instalado. Estamos na dependência apenas da conclusão do concurso público para a contratação dos auxiliares de enfermagem, enfermeiros e médicos, detalhou o secretário.
O concurso, realizado no domingo, para a contratação de 20 auxiliares de enfermagem atraiu 2.516 candidatos de Londrina, da região e até de lugares distantes, como Campo Mourão. A concorrência é de 125,8 candidatos por vaga. A relação candidato/vaga é superior a todos os cursos oferecidos pela UEL neste vestibular de inverno, ficando atrás apenas de Medicina, que chega a 135,08, compara.
Agajan atribui a grande procura ao desemprego e, principalmente, à política salarial da Prefeitura. O salário oferecido - em torno de R$ 600 - é o melhor do mercado e acabou atraindo até auxiliares de enfermagem já empregados nos hospitais de Londrina e outras cidades.
Quanto à contratação dos médicos e enfermeiros, o secretário disse que não haverá nenhuma dificuldade, porque são apenas dois profissionais para cada especialidade. Ainda que o mercado não ofereça tantos médicos e enfermeiros quanto auxiliares de enfermagem, não haverá nenhum problema para contratá-los.
O secretário destacou que o Posto de Saúde do Conjunto Armindo Guazzi é um mini-PAI (Pronto-Atendimento Infantil, centro de saúde modelo inaugurado recentemente no centro da cidade) e vai oferecer clínica médica (geral), ginecologia, pediatria e odontologia. E terá, ainda, uma pequena enfermaria com três leitos. Não está definido, mas deve funcionar nos mesmos moldes dos postos José Belinati, na área central, e do Jardim Leonor, na zona oeste.
Com base no movimento dos outros postos, a Secretaria de Saúde prevê para o do Armindo Guazzi o atendimento de cerca de 400 pessoas por dia, entre consultas e demais procedimentos.
Lembrando que a obra ficou paralisada durante cerca de 4 anos, Agajan revelou que os custos totais do posto devem ficar em torno dos R$ 450 mil. Na primeira etapa, foram gastos aproximadamente R$ 150 mil. Na segunda, mais R$ 300 mil, disse o secretário, acrescentando que os recursos são do próprio município.





