Após 2 meses, Repar mantém limpeza
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sexta-feira, 08 de setembro de 2000
De Curitiba 
A limpeza dos 4 milhões de litros de óleo derramados no dia 16 de julho pela Petrobras no Rio Iguaçu, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, ainda mobiliza 800 homens. O superintendente da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Rubens Novik, garante que o processo de retirada do produto, que atingiu os rios Barigui e Iguaçu, deverá ser concluído até o final de setembro.
Tempo maior levará a limpeza do ponto zero área onde teve início o vazamento. O terreno está passando por um tratamento especial, com duração de dois anos. Todo o óleo será digerido por fungos e bactérias, numa operação comandada por técnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A área da Repar concentrou mais da metade do total de petróleo derramado.
O acidente causou a morte de cerca de 180 animais e afetou outros 70. As principais vítimas foram as aves. Das 35 contaminadas e resgatadas com vida, apenas uma sobreviveu. Novik afirma que não há mais perigo de contaminação da fauna da região em decorrência do vazamento.
A Repar pagou a multa de R$ 40 milhões aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e recorreu da multa de R$ 168 milhões imposta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O escritório do Ibama em Curitiba não acatou os recursos da empresa, que ainda pode recorrer à sede do instituto, em Brasília, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). (M.M.)


