A história da Associação Norte-Paranaense de Estudos em Fruticultura (Anpef) tem 13 anos e é um tanto interessante. Um exemplo do quanto verdadeiro é o ditado popular que diz que ''a união faz a força''. Tudo começou quando uma virose apareceu nas videiras da variedade Benitaka de Marialva. Com dificuldades para resolver o problema, os técnicos agrícolas que atuam no município se juntaram para contratar um especialista do estado de São Paulo. O problema foi resolvido e eles perceberam que, apesar de concorrentes, juntos poderiam alcançar melhores resultados em seus negócios. O produtor, por sua vez, ganha com melhorias técnicas.
Como explica o presidente da associação, Werner Genta, em parceria com insitituições como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Emater, a Anpef já fez dezenas de pesquisas, algumas publicadas em revistas científicas especializadas.
A pesquisa atual visa diminuir a quantidade de pulverizações que a uva sofre em seu ciclo de vida na parreira. A praga que causa dor de cabeça aos produtores e exige a utilização de defensivos agrícolas é um fungo que atende pelo nome de Míldio. Ele se instala na fruta causando apodrecimento.
''Só existe o fungo porque existe a umidade na uva. Estamos estudando uma cobertura plástica sobre a parreira para evitar que a fruta se molhe com a água da chuva, dessa forma eliminando o fungo'', explica Werner.
Logo os técnicos devem ter resultados concretos da técnica que chamam de ''plasticultura''. A esperança é, em um futuro próximo, produzir frutas sem a utilização de agrotóxicos.(W.S.)

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