Segundo a gerente municipal de Saúde Mental, Ângela Lima, entre os maiores desafios enfrentados pelo Caps estão a grande demanda pelo serviço e o descaso de algumas famílias. ''O ideal seria acompanhar de perto o histórico de cada paciente que atendemos. Entretanto isso é impossível devido à grande demanda que atendemos. Isso porque, embora o Caps tenha sido criado para atender transtornos mentais graves, atendemos até crianças encaminhadas por escolas por mau comportamento, problemas que poderiam perfeitamente serem resolvidos na sala de aula'', argumenta. De acordo com ela, os casos que não apresentam gravidade deveriam ser encaminhados às unidades básicas de saúde para triagem.
Ângela destaca que o apoio familiar é imprescindível para a tratamento de pessoas com transtornos mentais. ''A maioria dos pacientes não tem condições de se tratar sozinhas. Apesar disso, muitos familiares se excluem dessa tarefa delegando ao poder público toda a responsabilidade com os pacientes nessa condição'', queixa-se. (M.R.)

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