Apoio emocional na hora do parto
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Vários momentos marcam a vida de mulher, mas dar à luz é considerado por muitas como o mais sublime. E, nesta ocasião, muitas fazem questão de um acompanhante. Mas quando a participação do pai do bebê ou outro membro da família pode ser restringida e até que ponto isso influencia no sucesso do parto?
Embora alguns médicos ainda não permitam e muitas gestantes não tenham conhecimento, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto. A lei n.º 11.108, sancionada em 2005, altera a Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 e inclui no artigo 19 esse benefício. Com relação aos hospitais particulares, vigora, desde junho de 2008, a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a qual prevê ''que o serviço deve permitir a presença do acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.''
Em Londrina, a gerente executiva da Santa Casa, Ana Paula Cantelmo Luz, explica que no Hospital Mater Dei o pai ou qualquer outro membro da família pode acompanhar o parto normal, desde que realize o pré-natal juntamente com a gestante. Segundo Ana Paula, o acompanhante recebe orientações sobre onde deverá ficar e como se comportar para manter a tranquilidade da gestante. ''Acreditamos que a participação dele é fundamental para dar apoio emocional à gestante e também uma forma de poder compartilhar o momento tão aguardado pela família'', explica.
Quando o parto é realizado por meio de procedimento cirúrgico, a gerente do Hospital Mater Dei, Josette Martini, explica que ainda não é permitida a presença de acompanhante. ''Nós ainda restringimos a presença devido ao grande número de funcionários que participam e do risco de infecção hospitalar'', salienta. ''Além disso, alguns pais não estão preparados o suficiente para acompanharem o momento em que o abdomên da mãe de seu filho é aberto. Já aconteceu casos em que o pai desmaiou dentro do centro cirúrgico e a equipe parou de atender a mãe para atendê-lo.''
Josette explica que médicos, anestesistas e enfermeiros estão sendo treinados para receber acompanhantes durante procedimentos cirúrgicos. Dentro de um mês o hospital já estará preparado para receber os acompanhantes durante a cesárea. ''O pai poderá optar por permanecer no centro cirúrgico ao lado da mãe ou por não acompanhar o procedimento cirúrgico e ficar junto do bebê, assistindo aos exames e acompanhando o primeiro banho do filho'', explicou.
São realizados mensalmente cerca de 40 partos no Mater Dei; do total pelo menos 37 são cesárias.


