APMs reagem a ameaças de credores
Israel Reinstein
De Curitiba
A Federação das Associações de Pais e Mestres pretende entrar com uma ação judicial contra o governo estadual, caso os empreiteiros do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem) os processem. Anteontem, a Associação dos Credores do Proem decidiu acionar os diretores das associações, como forma de pressão política. A medida só será tomada se o governo estadual não pagar cerca de R$ 9 milhões, que deve pela construção de 579 escolas. Uma nova reunião entre empreiteiros e governo estadual será realizada nesta sexta-feira.
Segundo Edilson Silva, presidente da Federação das APMs, as associações podem adotar medidas mais duras, para evitar que pais sejam processados por dívidas do governo estadual. Hoje já existe um número grande de associações que tiveram dívidas protestadas e, por isso, estão com nomes sujos na praça, afirmou. Estamos sofrendo chacotas e insinuações de má versão de recursos, acrescentou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Educação, os presidentes das APMs vão receber assistência jurídica da instituição. Apesar disso, Silva disse que os pais de alunos podem acionar o governo estadual, como garantia para não serem prejudicados. Não queremos ser boi de piranha, sendo responsabilizados pelos atrasos do governo estadual, acrescentou.
Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Fazenda informou que o secretário Giovani Gionédis não estará presente na reunião com os empreiteiros. Gionédis estará viajando participando da reunião do Confaz (Conselho Faznedário, que reúne todos os secretários da Fazenda). O prazo final da discussão termina na sexta-feira, avisa Jocinei da Silva Portes. O empresário foi um dos prejudicados pelo atraso. A sua empresa, a Construtora Giporte, demitiu todos os 34 funcionários, pelo atraso de R$ 30 mil. A dívida do Proem já provocou a demissão de 10 mil trabalhadores, afirmou.





