A Carlos Kraemer tem um prédio de alvenaria, construído em 1971. Três anos depois, foram erguidas as salas em madeira
A Carlos Kraemer tem um prédio de alvenaria, construído em 1971. Três anos depois, foram erguidas as salas em madeira | Foto: Fotos: Gina Mardones


A situação de abandono em que se encontra a Escola Municipal Carlos Kraemer, localizada na Vila Casoni (Centro), está motivando a ação da APM (Associação de Pais e Mestres) em prol de melhorias na estrutura física do prédio. A presidente da entidade, Patrícia Carvalho, destaca que as péssimas condições da escola demandam investimentos bem maiores que a capacidade da associação. "A escola precisa ser reconstruída. Já fiz várias reclamações na ouvidoria da prefeitura e, através da APM, temos tentado fazer algumas benfeitorias, mas precisamos de investimento do município", pede.

Com recursos arrecadados em eventos como festa junina e realização de rifas, a APM está reformando a entrada da escola. Conforme Carvalho, na hora da saída o local concentra aglomeração de crianças de várias idades. "É complicado para os pais, para as crianças e para os funcionários. Estamos reformando com apoio de pais voluntários", diz. A APM também realizou serviços de pintura, tapou buracos no piso e, com apoio de voluntários, fez a poda do mato. A escola, porém, funciona em um prédio de madeira que demanda muito mais manutenção do que o trabalho voluntário pode dar conta.

Reportagem publicada pela FOLHA em junho de 2017 denunciou problemas como a interdição da sala da diretoria, que há três anos foi fechada por risco de desabamento. Enquanto as paredes de madeira nobre resistem, toda a estrutura que não foi feita em madeira de lei está infestada por cupins. Um salão nobre, no andar de cima da escola, está desativado por comprometimento da estrutura. Além disso, há ninhos de ratos sob o assoalho.

A Escola Carlos Kraemer tem um prédio de alvenaria, construído em 1971. Três anos depois, foram erguidas as salas em madeira, que formam a maior parte da estrutura escolar. A presidente da APM aponta que o refeitório é abafado, a cozinha é inadequada, o armazenamento de alimentos é precário, as salas de aula são quentes e não comportam a instalação de ventiladores porque a fiação elétrica é antiga. Além disso, a escola sofre com vazamento nos banheiros e o chão da quadra em cimento põe em risco a integridade física dos alunos. "A APM faz reparos emergenciais quando não tem mais jeito, mas não é suficiente", reclama.

Obras demandam investimentos bem maiores que a capacidade da associação de pais e mestres
Obras demandam investimentos bem maiores que a capacidade da associação de pais e mestres



Ela destaca que que muitas reformas e obras de manutenção só são possíveis com o apoio dos pais que se voluntariam para trabalhar aos fins de semana. "Precisamos de pedreiros, jardineiros... Toda ajuda possível é válida", diz.

Avó de um aluno do segundo ano, a aposentada Vera Lucia Santos conta que ela mesma já estudou no local e que a escola continua do mesmo jeito. "Quase não houve reformas. O piso está danificado e a parede está caindo. Tenho medo que as crianças se machuquem", lamenta.

O cirurgião-dentista Marco Aurélio Vieira é pai de uma aluna do primeiro ano e revela que se assustou com o péssimo estado de conservação da escola quando a conheceu. "Sinto que há um descaso em relação ao lugar", critica ele, que defende também a participação dos pais para obter melhorias para a instituição de ensino.

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