A Associação de Pais e Mestres (APM) do Colégio Estadual Guatupê vai fechar hoje às portas da escola, por causa de atrasos na construção de salas e banheiros, que deveriam ter sido entregues no ano passado. A previsão do presidente da APM, Angelo Roberto Santana, é reunir duas mil pessoas - entre alunos, pais e professores -, mantendo o colégio fechado por tempo indeterminado até que a Secretaria de Estado da Educação resolva o problema.
Santana afirma que a secretaria não repassa recursos para a APM, desde outubro do ano passado, o que impossibilita o andamento da obra. Ele diz que das cinco parcelas, o governo só pagou três delas, deixando a APM com débito com a construtora. No entanto, a assessoria de imprensa da secretaria informa que o repasse da parcela foi realizado em 12 de fevereiro, mesmo estando a construtora e a APM com a documentação atrasada. A construtora teria regularizada a sua situação em 24 de fevereiro, já a associação só no último dia 17.
A diretora da escola, Leila Heloísa Resende, reclama ainda que desde dezembro, a escola não recebe os repasses do fundo rotativo. ‘‘Por causa disso, não tenho dinheiro para comprar giz’’, diz. Mas a Fundepar, responsável pelo fundo, informa que desde o dia 16 depositou R$ 1.116,72, correspondente a parcela do fundo.
Para o presidente da APM, Angelo Santana, a escola também não dispõe de carteiras e cadeiras suficientes.

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