APM faz promoções enquanto aguarda reforma do Hugo Simas
A Associação de Pais e Mestres (APM) e o Conselho Escolar do Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina resolveram voltar às velhas promoções de pizza e feijoada para tentar amenizar os problemas de estrutura física da escola. A decisão foi tomada na reunião realizada anteontem.
Além das promoções, a APM e o conselho enviarão envelopes para que os pais de alunos colaborem espontaneamente com dinheiro. O presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), Marcelo Paulino, será cobrado novamente sobre a reforma do prédio, fundado há 61 anos.
Depois de ser cogitada até a demolição da escola, a reforma - orçada ano passado em R$ 700 mil - foi confirmada pela Fundepar em março. Na época, lembra a diretora Ubiraci Lobo Moreira Silva, ficou decidido que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) se encarregaria do projeto e o dinheiro seria repassado pelo Banco Mundial (BID).
A Fundepar faria a negociação com a UEL. Mas parece que nem houve contato. O reitor nem deve estar sabendo, comentou Ubiraci. A diretora disse que as únicas novidades até agora foram a liberação de R$ 2,5 mil para reforma de uma das quadras da escola - que deverá custar R$ 3,5 mil - e um ofício que chegou ontem. O ofício, assinado pelo presidente da Fundepar e datado de 14 de abril, diz que a verba poderá ser liberada somente depois da conclusão do projeto e também do processo de licitação da obra. Mas quanto tempo vai levar isso?, questiona a diretora.
Com o dinheiro arrecadado nas promoções, a diretora disse que está sendo possível pintar as paredes das salas de aula e também fazer reformas emergenciais. Muitos alunos já apresentam problemas respiratórios por causa do pó e da sujeira. No total, são 28 salas e 2,2 mil alunos.
Mas só mesmo uma reforma geral poderá sanar os graves problemas estruturais do prédio do Hugo Simas. Além da péssima situação de salas de aula, laboratórios e banheiros, o prédio apresenta paredes com grandes rachaduras. É o caso da cozinha da escola, por exemplo.
O presidente da Fundepar, Marcelo Paulino, informou ontem, por telefone, que a verba de R$ 720 mil para a reforma já foi garantida pelo Banco Mundial (BID). Mas uma obra desse porte requer um processo longo. Não dá para começar a obra antes de ter um projeto, pondera.
Paulino disse que a idéia inicial de um convênio com a UEL para realização do projeto foi descartada por causa do tempo que levaria. Então, resolvemos contratar o projeto, informou. A licitação para o projeto deve ser aberta em maio, depois da liberação da Secretaria da Fazenda.
O presidente da Fundepar observou que o projeto será feito a partir das sugestões que já foram feitas pela comunidade. Depois que o projeto estiver pronto ainda será preciso contratar - também através de licitação - a empreiteira responsável pela obra. Por isso, Paulino acredita que a reforma não deve começar antes do final do ano.Josoé de CarvalhoLonga
esperaDiretora Ubiraci Lobo Moreira Silva alerta: prédio apresenta paredes com grandes rachaduras; Fundepar diz que a verba poderá ser liberada somente depois da conclusão do projeto e licitação da obraLúcio Horta





