APM e voluntariado garantem manutenção
Se a situação é ruim em boa parte das escolas, há estabelecimentos que conseguem, com muito trabalho voluntário e uma ajuda da APM, manter os laboratórios funcionando e atender toda a demanda.
No Colégio Estadual Vicente Rijo (área central), um dos maiores de Londrina, o investimento mensal da escola no laboratório é de aproximadamente R$ 1 mil. O valor paga salários de dois funcionários que controlam o uso das máquinas e auxiliam na manutenção dos 48 computadores.
''O impacto é grande visto que a APM é subsidiada com a cantina, contribuições de pais e festas'', comenta a vice-diretora Elaine de Jesus. Ela admite que, se a APM não abraçasse a causa, o laboratório fatalmente seria fechado. ''Não haveria como atender a todos e teríamos que restringir o uso só para os professores'', afirma.
No Colégio Estadual Marcelino Champagnat a solução foi colocar um dos funcionários do corpo administrativo para auxiliar na manutenção das 30 máquinas do laboratório. Mas é um pai de aluno que dá a maior mão na hora que as coisas não vão bem.
''O pai de um aluno nosso, que trabalha com isso, sempre nos ajuda quando dá algum problema. Aí ficamos apenas com os custos de programas e peças'', comenta o diretor Claudecir Almeida da Silva. Segundo ele, no mês passado um novo programa custou R$ 700 à escola.
''Não temos muito problema com manutenção e quebra de equipamento, pois fizemos um trabalho com os alunos nesse sentido, mas o ideal era ter um funcionário responsável para cuidar disso. E que estivesse presente inclusive durante as aulas para auxiliar o professor na melhor utilização das ferramentas'', comenta.





