Londrina - Na próxima sexta-feira a Secretaria de Saúde de Londrina deve divulgar o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (Liraa) deste ano. Com o forte calor e as chuvas frequentes, a expectativa é de que o índice atinja um número superior ao aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. No mesmo período do ano passado, o levantamento chegou a 8%. Mas mesmo antes da divulgação, o município já irá fazer a aplicação do fumacê, que começa hoje.
"Serão 13 bairros, em todas as regiões do município. Serão aplicados três ciclos, com 5 a 7 dias de intervalo entre eles. Essa solicitação já havia sido feita pelo município ao governo estadual em dezembro, mas precisamos justificar o pedido com números e relatórios", explicou Luiz Alfredo Gonçalves, supervisor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.
Os locais que receberão o inseticida serão definidos na manhã de hoje, mas serão naqueles onde foram encontrados mais focos. "Se for necessário faremos em outros bairros também. Além disso, temos ações permanentes com os agentes de Endemias, com trabalhos individuais e os educadores em saúde, que fazem trabalho coletivo em escolas e empresas", disse.
A orientação é de que durante a aplicação as pessoas deixem portas e janelas abertas, cubram alimentos, gaiolas e potes de alimentação dos animais de estimação. Crianças e pessoas com problemas respiratórios devem evitar contato direto com o inseticida. "Faremos a aplicação do fumacê, mas pedimos também que as pessoas aproveitem e limpem suas casas e quintais. Evitar o mosquito é fácil, basta não deixar água parada", destaca Gonçalves.

Regional
Na 17ª Regional de Saúde, vários municípios continuam em alerta. Alguns terminaram seu Liraa e os números estão acima do recomendado. Em Cambé (Região Metropolitana de Londrina - RML) o índice foi de 4,2%, considerado de alto risco. Florestópolis (RML) registrou 3,7%, assim como Centenário do Sul (Norte). Guaraci (Centro-Norte) registrou o Liraa de 3,5%, Ibiporã (RML) 3,4% e Porecatu (RML) 2,7%. Sertanópolis (RML) registrou 3,1%, o mesmo número de Jataizinho (RML). Prado Ferreira (Centro-Norte) ficou um pouco acima do índice aceito pela OMS, com 1,28%. Já Pitangueiras (RML) e Rolândia (RML) conseguiram se manter abaixo, com 0,1% e 0,7% respectivamente.
"Os números estão altos e quase todos (os municípios) devem dar acima do permitido. Vamos realizar o fumacê em alguns locais, como Cambé, mas a limpeza é fundamental. O mosquito morre mas o ovo continua lá. Também precisamos acabar com o mato, já que ele esconde copos, plásticos e outros materiais que retém água. Já fizemos uma reunião com o prefeito em exercício, Guto Bellusci, que se mostrou sensível à causa. Nossa maior preocupação ainda é Alvorada do Sul (RML), que terminou o sétimo ciclo do fumacê. Agora iremos fazer o último", explicou Teresinha de Fátima Sanchez, diretora da 17ª Regional.

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