Moradores da área central e de alguns bairros próximos à linha férrea, em Maringá, querem que o trem pare de apitar durante as madrugadas. São em média quatro composições que passam pela cidade entre as 11h30 e 5 horas do dia seguinte. Em todos os cruzamentos os maquinistas são obrigados a usar o apito, avisando os vigilantes que ficam encarregados de acionar as cancelas. Existem seis cruzamentos nas áreas mais habitadas.
Na semana passada, o vereador Basílio Bacarin (PSDB), que mora em uma das áreas cortadas pelos trilhos, enviou um requerimentos à Ferrovias Atlântico Sul, solicitando informações sobre o tráfego de trens na área. ‘‘O apito chega a irritar até moradores de bairros mais distantes’’, diz Bacarin. Ele quer que a empresa reduza a intensidade dos apitos para não incomodar os moradores. O vereador lembra que nas residências próximas à ferrovia moram também crianças e idosos.
As reclamações dos moradores levaram a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente a interferir. O órgão tem recebido uma média de 10 telefonemas por dia de moradores reclamando do apito dos trens de madrugada. O secretário Hamilton Cardoso convocou uma reunião com os representantes da empresa na cidade, mas adianta que a proposta é solicitar a redução da intensidade dos apitos das locomotivas. Ele lembra que a prefeitura melhorou a sinalização das passagens de nível, e que a maior parte das reclamações é contra a insistência com que os apitos são acionados por maquinistas. A empresa pretende se manifestar apenas após a reunião com o secretário, marcada para a próxima semana.

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