O secretário estadual de Educação, Ramiro Wahrhaftig, deve se pronunciar ainda nesta semana sobre a proposta de autonomia das universidades, apresentada anteontem pela Associação Paranaense dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp). A afirmação é do presidente da entidade e também reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa.
Representantes das instituições de ensino superior estiveram reunidos com o secretário anteontem para discutir o assunto. O principal ponto de divergência é com relação à folha de pagamento do funcionalismo. O governo do Estado pretende enxugar em 10% o quadro de servidores.
As instituições são contrárias às demissões e propõem que o governo repasse o valor da folha de pagamento. Em contrapartida, as universidades seriam responsáveis pelos custos de manutenção. No caso da UEL, a folha de pagamento foi de aproximadamente R$ 107 milhões no ano passado. No mesmo período, a universidade gastou R$ 8 milhões em manutenção.
Testa diz estar otimista e acredita que o governo acenará positivamente com relação às reivindicações das instituições. ‘‘O secretário disse que o governo não tem intenção de sufocar as universidades’’, observa. Segundo ele, a Associação Paranaense dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior Público está esperando uma resposta do Estado ainda para esta semana.
O reitor da Universidade Estadual ressalta que a autonomia a ser praticada neste ano é experimental. ‘‘Em dezembro, vamos fazer uma avaliação e um projeto de lei sobre a autonomia poderá ser enviada pelo governo à Assembléia Legislativa no próximo ano’’, explica.
Sobre as condições das universidades de cobrirem despesas de manutenção, Testa acredita que isso não será empecilho. Segundo ele, apesar de ser obrigação do governo do Estado cobrir custos de manutenção, a UEL já vem realizando isso com recursos próprios.
O dinheiro é conseguido através de convênios e serviços oferecidos à comunidade. O reitor diz que 45% dos recursos são conseguidos com a realização do vestibular. Ele garante que não existe a possibilidade de começar a cobrar matrícula ou mensalidade dos alunos. ‘‘É um compromisso da Apiesp de manter o ensino público e gratuito.’’Dorico da SilvaCompasso de esperaTesta, presidente da Apiesp, diz que a entidade aguarda resposta do governo para esta semanaLucília Okamura

mockup