Apiário Municipal já produziu 500 kg de mel
Toda coleta é levada para o Apiário Municipal, que fica em um terreno da prefeitura na saída da cidade. Lá estão 40 caixas com cerca de 200 mil abelhas em cada uma. Elas ficam escondidas em um capinzal, que protege do calor excessivo. As coletas, feitas sempre nos meses mais quentes do ano, rendem pelo menos 10 quilos de mel cada vez. ''No inverno não se faz coleta porque o mel é a reserva de alimento da abelha'', ensina a zootecnista Cristiane Hirose. As colméias são alimentadas com o pólen produzido por várias espécies de flores que crescem numa mata próxima. Até agora, o apiário já produziu cerca de 500 quilos de mel.
O habitat natural das abelhas é em buracos de árvores. Na cidade, elas procuram casas de madeira e se instalam geralmente nos forros ou assoalhos. ''Para se prevenir contra esse tipo de invasão, a única dica é vedar bem frestas e buracos'', orienta Cristiane.
A experiência diária com as abelhas provou à Cristiane que elas são muito sensíveis a cheiros. ''Elas têm o olfato muito desenvolvido e se comunicam por odores. Cada situação tem um cheiro específico. Quando uma abelha é morta, por exemplo, ela exala um cheiro que não só atrai outras abelhas mas indica perigo. Assim, elas já chegam agredindo. Por isso não se deve nunca bater ou esmagar uma abelha'', explica. Outra dica para quem convive com abelhas é evitar perfumes, bijuterias brilhantes e cores fortes: ''Elas enxergam melhor a cor preta, por isso usamos macacões brancos'', diz.
Nem toda essa intimidade com as abelhas livra Cristiane das ferroadas. É difícil o dia em que ela não leva pelo menos uma. Rindo, ela diz que não acredita que os apicultores sejam capazes de desenvolver algum tipo de resistência ou insensibilidade ao veneno: ''Toda vez que elas me ferroam dói muito'', confessa. Apesar da rotina árdua e dolorida, ela garante que está feliz com o que faz: ''Minha família acha um absurdo mas eu gosto muito do meu trabalho''. (P.F.)





