Altônia Mais de 500 moradores cercaram a Câmara de Altônia, ontem de manhã, na terceira e última votação do projeto de lei que regulamentou a cobrança da taxa de iluminação pública. O 7º Batalhão da Polícia Militar enviou mais de 20 homens do batalhão de choque para conter os manifestantes. A cobrança da taxa foi aprovada por 5 votos a 4, mas os vereadores que votaram à favor tiveram de deixar a Câmara sob escolta policial. Houve muito tumulto e ''bate-boca'', mas ninguém foi detido nem ferido.
Líder do protesto, o funcionário público Osvaldo Herrera disse que vai analisar a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça para tentar anular a lei. ''O projeto havia sido rejeitado na primeira convocação, mas o prefeito reapresentou a proposta e convocou um vereador aliado que estava de férias no Rio de Janeiro. Acreditamos que ele (o prefeito) não podia ter reapresentado o projeto'', disse Herrera.
Com a regulamentação, a prefeitura passa a arrecadar a partir de janeiro cerca de R$ 21 mil mensais para custear o serviço de iluminação pública. A taxa será cobrada nas contas de energia elétrica e varia de R$ 2,84 a R$ 25. O prefeito Amarildo Novato (PDT) disse que precisa da arrecadação para manter o serviço e argumenta que a população vai pagar menos do que pagava antes de a cobrança ser considerada ilegal, há dois anos. Ele alega que muitos moradores se revoltaram porque os adversários políticos ''espalharam'' na cidade que todos pagariam R$ 10 por mês, ''o que não é verdade''.
Nas duas primeiras sessões, sábado e domingo de manhã, mais de 200 pessoas compareceram à Câmara para pressionar os vereadores a votar contra a taxa. Segundo Herrera, o manifesto não foi suficiente para fazer os vereadores da situação mudarem de idéia, mas pode custar a carreira política deles. ''Eles não conseguirão mais se reeleger'', acredita.

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