Embora seja uma exigência legal, ainda são poucos os estabelecimentos que incentivam o descarte correto de pilhas e baterias e que aceitam receber estes resíduos entregues por seus clientes sem fazer cara feia. Em Londrina, a Sercomtel faz coleta de baterias em cerca de 50 pontos instalados em locais como Rodoviária, Aeroporto, nas lojas da operadora e até na Biblioteca Municipal. Em relação à coleta de pilhas, apenas a Sonkey na Área Central estimula a prática correta e recebe esse tipo de lixo tóxico.
A coordenadora de responsabilidade social da Sercomtel, Anilda de Souza, calcula que em torno de duas mil baterias são coletadas todo ano. ''A comunidade abraçou esta ação'', comemora. De tão certo, o projeto rendeu prêmio internacional e hoje é recomendado a outras operadoras no mundo.
Ela lembra que a Sercomtel, em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), desenvolveu uma forma segura de coleta - com uso de plástico especial -, que evita a contaminação de funcionários: ''Nossa ideia é contribuir para a proteção do meio ambiente e com a qualidade de vida das pessoas e dos funcionários''.
Sobre a coleta de pilhas, o supervisor comercial da Sonkey, Alessandro Camargo, diz que os consumidores - ''principalmente idosos'' - devolvem sacolas cheias de pilhas sem uso. O volume de resíduos coletado chega a 20 kg mensais. Ele explica que tudo que chega é encaminhado para uma indústria que faz a reciclagem ou a destruição correta. (L.A.)

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