Apesar da briga, Derosso e Khury ficam lado a lado
Os presidentes da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), e da Câmara Municipal de Curitiba, João Claudio Derosso (PFL), mantiveram as aparências ontem à tarde, durante a cerimônia de entrega do título de Cidadão Benemérito para o ex-procurador geral de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto. Tensos, eles ficaram lado a lado alguns minutos no plenário da Assembléia. Khury e Derosso travam uma guerra de nervos para ver quem ganha a eleição na mesa executiva da Câmara de Curitiba. Khury defende o adiamento da eleição e a candidatura do vereador Ede Abib (PFL). Derosso quer eleição já e busca a reeleição com o aval do prefeito Cassio Taniguchi (PFL).
A conversa serviu para quebrar o gelo e acabar com o mal-estar gerado no PFL, garantem os amigos mais próximos dos protagonistas. Derosso disse ontem que está disposto a discutir com o presidente da Assembléia uma data de consenso para a realização da eleição, que acabou sendo suspensa por ordem judicial.
O presidente da Câmara não perdeu a chance de cutucar seu adversário, Ede Abib. Oi Anibalzinho, disse ao cumprimentar o vereador, que, sem jeito, pediu para os jornalistas que não registrassem a abordagem. Antes do encontro com Derosso, Aníbal Khury já defendia a tese do diálogo. Apesar de ter vencido temporariamente a briga contra o grupo de Derosso, o deputado não quer ficar a mercê da liminar que suspendeu a votação, na última terça-feira. O procurador geral de Justiça, Gilberto Giacóia, informou ontem que já enviou seu parecer para o Tribunal de Justiça do Paraná, que tem competência para julgar recurso contra liminares.
No seu despacho, o procurador geral sugere a tomada de depoimento do vereador Ede Abib, para esclarecer quais foram os argumentos levantados pelo pefelista para contestar a legalidade do processo. O TJ tem cinco dias para ouvir o vereador. Como o presidente do Tribunal, Henrique Lenz César, viajou ontem, o vice, Darcy Nasser de Mello, assume a tarefa. Depois de ouvido Ede Abib, o processo volta para o Ministério Público. A tramitação deve se arrastar pelo menos por mais uma semana. Até lá, o processo eleitoral fica pendurado.Kraw PenasKhury e Derosso, na homenagem a Sotto Maior: mantendo as aparênciasLeandro Donatti





