''Ainda não alcançamos nem o primeiro degrau. Há muito o que investir.'' A opinião é da psicóloga Rosângela Rodrigues Maiola de Araújo, que trabalha na Associação de Pais e Amigos de Portadores da Síndrome de Down - APS Down. Para ela a política de inclusão adotada no ensino público do Brasil é boa, mas falta informação e melhor estrutura para receber os alunos.
A dona-de-casa Aminadabi dos Santos compartilha a mesma opinião. Ela é mãe de Gustavo Soares de Oliveira, 7 anos, portador de um tipo de atrofia muscular chamada artrogripose. Com movimentos bastante limitados mas nenhum tipo de comprometimento cognitivo, o garoto foi recebido na Escola Municipal Bartolomeu de Gusmão há três anos. ''No início, apesar da boa-vontade, ninguém sabia direito como lidar com o caso dele.''
Até hoje a mãe volta à escola na hora do lanche. ''Se eu não venho, não tem quem dê a merenda a ele e o leve ao banheiro, uma tarefa difícil para quem não está acostumado. As professoras não têm tempo para isso.'' O ideal na opinião da dona-de-casa, seria uma professora auxiliar que pudesse se dedicar a estas tarefas. (S. L.)

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