Metade do total de 2,5 mil postos de gasolina do Paraná possui caixa separadora que evita que o óleo lubrificante seja jogado diretamente na rede de esgoto. É menor ainda o número de estabelecimentos que destina corretamente todos resíduos perigosos gerados pela atividade, apenas 5% deles, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados do Petróleo do Estado do Paraná (SindiCombustíveis-PR), Roberto Fregonese.
''O grande volume gerado, como do óleo de re-refino, de fato, é nos postos de gasolina. Agora o Ministério Público quer aprofundar o gerenciamento desses resíduos, que não podem ser jogados no lixo doméstico'', disse ele. ''O objetivo é criar uma central par receber esse resíduo, que precisa de um tratamento diferenciado, local para descontaminar e fornos de queima. Até a caixa separadora é uma novidade para o setor'', informa Fregonese.
''Exercer o serviço dentro da regulamentação ambiental gera um ônus. E certamente esse custo será repassado para o consumidor. Precisamos buscar uma solução viável, no menor prazo possível, para que os postos e companhias distribuidoras se adequem'', pontua o presidente do sindicato dos postos, lembrando que, no Paraná, existem postos com mais de 70 anos de atividade. Um estudo feito no País, segundo Fregonese, aponta que até 1990 existiam 22 mil postos de gasolina e de lá para cá, foram construídos mais 11 mil.
''Apenas um terço dos postos têm idade inferior a 16 anos. A maioria surgiu na década de 1960, quando não existia ainda consciência escológica. Isso tem gerado um passivo ambiental até hoje. Imagine que um posto fica velho em oito anos'', explica ele, detalhando que o uso leva a desgastes na estrutura dos postos, por isso, a necesidade de se ter parede dupla e jaquetada nos tanques, para evitar vazamentos.''Os Estados Unidos passaram 20 anos para se corrigirem. Nós temos apenas seis anos de Conama'', lembra ele. (F.G.)

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