O rastreamento e monitoramento de caminhões chegou ao Brasil em meados da década de 1990 e até o momento apenas cerca de 20% da frota de pouco mais de 2 milhões de veículos possui algum tipo de dispositivo, apontou Wagner Eloy, diretor de marketing e vendas da OnixSat, uma das principais empresas do setor no País com sede em Londrina. Segundo ele, ao contrário do que acontece em outros países, que usam essa tecnologia para diminuir custos e otimizar resultados, os empresários brasileiros buscam principalmente aumentar a segurança no transporte das cargas mais visadas pelas quadrilhas.
De acordo com Eloy, dependendo da carga, as próprias seguradoras exigem que a transportadora equipe seus veículos com rastreadores e outros dispositivos de monitoramento à distância. Além disso, as empresas precisam apresentar dentro do plano de gerenciamento de risco um roteiro pré-estabelecido da viagem contendo rotas, pontos de parada, limite de velocidade, entre outras informações, que precisam ser seguidas à risca pelo condutor. As cargas mais atacadas pelas quadrilhas são de pneus, medicamentos, cigarros, eletroeletrônicos e bebidas. ''O bandido sempre vai atacar o que está mais fácil. Por isso, os caminhões sem rastreamento são os mais visados'', comentou.
Segundo o diretor, muitos dos ladrões de carga hoje eram os ladrões de banco do passado. Com o incremento da vigilância nos bancos, estes criminosos migraram para a modalidade de cargas, que pode ser tão lucrativa quanto a antiga. ''Por isso, de um modo geral, mercadorias com valor acima de R$ 100 mil devem ter seguro e monitoramento'', apontou o representante da empresa londrinense que está há oito anos no ramo e tem equipamentos instalados em mais de 60 mil caminhões no Brasil e marca presença até nos Estados Unidos, onde fornece tecnologia para monitorar carregamentos de armas. (L.A.)

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