Londrina - O fim do contrato com uma empresa terceirizada prejudicou os atendimentos na Agência do Trabalhador de Londrina. Os 14 funcionários que atuavam durante oito horas foram substituídos por 12 servidores municipais que se revezam a cada seis horas. Licenças médicas, períodos de férias e compensação de horas reduzem ainda mais o quadro de funcionários, o que inviabilizou os atendimentos especializados aos moradores de rua.
De acordo com a secretária Municipal do Trabalho, Emprego e Renda, Kátia Marcos Gomes, um projeto de lei prevê a criação de 29 cargos, sendo 28 para atendimentos e serviços internos e um para pedagogo que será responsável pelos cursos de formação profissional. "Dessa forma, conseguiríamos oficializar a vinda desses 12 servidores para cá e contratar mais funcionários", explicou. A proposta está em análise da Secretaria de Governo e ainda precisa ser encaminhada à Câmara de Vereadores.
Os 12 funcionários se dividem no setor administrativo, na função de captação de vagas, em que é necessário manter contato direto com as empresas, e no atendimento ao público que é de, em média, 10 mil pessoas por mês. "Pretendemos retomar essa parceria com a Secretaria de Assistência Social o mais rápido possível", afirmou. Uma das alternativas estudadas pela Secretaria do Trabalho é atender os moradores de rua uma vez por mês ou em dias específicos a serem acordados com os representantes dos abrigos. (V.C.)

mockup