Marcos Zanatta
A Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá, que coordena todo o trabalho de creches e entidades de assistência a famílias carentes, está registrando um aumento no número de condenados que prestam serviços à comunidade. Implantada no início do ano passado, a pena alternativa já é aplicada em escala nos casos de crimes sem gravidade.
Segundo a presidente da fundação, Márcia Socreppa, hoje são 40 condenados que desenvolvem algum tipo de atividade nas unidades sociais ligadas ao município. ‘‘Alguns continuam trabalhando como voluntários mesmo depois de encerrado o período estipulado pela Justiça’’, diz.
O chefe da Seção de Apoio às Estruturas Sociais da fundação, Jonas Lourenço, informa que o objetivo é atender o Poder Judiciário e trabalhar na promoção humana. ‘‘Com bons resultados até agora’’, afirma. Lourenço revela que os profissionais mais comuns entre os condenados são motoristas, pedreiros, auxiliares de serviços gerais e até médicos e advogados. Ele diz ainda que nunca o tempo dedicado à entidade prejudica a vida profissional do condenado, que trabalha de quatro a oito horas por dia, conforme a disponibilidade.
Os condenados são sempre acompanhados pelo chefe imediato do setor, que fica ainda responsável pela elaboração de um relatório, enviado periodicamente à Justiça. O requisito principal para cumprir a pena em liberdade, prestando serviço à população, é ser réu primário e condenado por infrações leves. Normalmente são pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, pequenos furtos, agressões físicas ou porte e uso de drogas.

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