Apartamentos ainda não
foram entregues aos donos
O prédio localizado na Avenida Guilherme de Almeida, concluído no início de 1999, não apresenta irregularidades apenas na construção. Um grupo de pessoas, 19 ao todo, comprou apartamentos entre fevereiro e abril do ano passado, pagando uma média de R$ 12 mil.
O problema é que os adquirentes dos imóveis, que estão sendo representados pelo advogado Osvaldo Sestari Filho, não receberam os apartamentos. De acordo com o advogado, a maioria das pessoas pagou à vista. Na tentativa de reaver o dinheiro ou de conseguir o imóvel, o advogado entrou com uma ação na Justiça nesta semana.
Outra providência tomada pelo advogado foi o pedido de abertura de inquérito policial junto à Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O caso está sendo investigado pelo delegado do 4º Distrito Policial.
Ederbrás da Silva estaria envolvido em outra irregularidade, segundo o advogado. Ele é acusado de ter enganado o casal Augusto e Namiko Takata, proprietários do terreno onde o prédio foi construído, para conseguir uma procuração dando-lhe poderes gerais para negociar os imóveis de Takata.
Segundo Sestari Filho, a advogada Desiree Gomes, que está viajando, entrou com uma ação na Justiça em nome do casal. João Zaperlon, advogado de Ederbrás da Silva, foi procurado pela Folha, mas ele não quis falar sobre o assunto - a interdição do edifício - e não ofereceu o telefone para contato com Ederbrás da Silva. (E.P.)

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