Marcos NegriniDivino Bortolotto e o filho Pérsio em uma das equinas de MaringáO semáforo temporizador ou ciclovisual foi criado pelo maringaense Divino Bortolotto em 1975, mas só três anos depois foi instalado o primeiro aparelho, na esquina da Rua Joubert de Carvalho com a Travessa Júlio de Mesquisa Filho, no centro de Maringá. O filho de Divino, Pérsio Bortolotto, que hoje administra a instalação do semáforo em todo o País, conta que o ciclovisual foi criado a partir de uma deficiência dos aparelhos convencionais.
‘‘Meu pai passava todo dia pela Avenida Herval para o trabalho e, quando começaram a instalar semáforos na via, ele mudou o roteiro por não suportar a falta de informação de tempo no sinal comum’’, conta Pérsio.
A opção era utilizar a Avenida Paraná, que também recebeu vários semáforos. ‘‘A saída então foi desenvolver um aparelho que informasse o tempo de cada estágio’’. Mas a briga maior, lembra Pérsio, foi homologar o ciclovisual.
Da instalação do primeiro semáforo, em 1978, até a homologação do equipamento pelo Departamento e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Denatran/Contran), no ano passado, a aceitação do ciclovisual foi medida apenas em cidades do interior. Antes de conseguir a autorização definitiva, o aparelho só poderia ser instalado em cidades de porte médio.
‘‘Com muito trabalho conseguimos colocar o equipamento nas principais avenidas de Maringá, e depois em outras localidades do estado’’, afirma.
Hoje, pelos cálculos de Pérsio, há cerca de 250 semáforos do tipo ciclovisual em todo o País, inclusive um em Brasília, instalado em abril de 1995 para avaliação pelo Contran e Denatran. ‘‘O resultado positivo do aparelho em Brasília foi decisivo para a homologação’’, explica.
Ele revela ainda que os resultados da pesquisa de Foz do Iguaçu são idênticos aos alcançados em Brasília. ‘‘O que mostra a eficiência do aparelho, pois são dois públicos diferentes, inclusive estrangeiros que circulam diariamente por Foz’’.

mockup