Um defeito em um aparelho de radioterapia do Instituto do Câncer de Londrina (ICL) interrompeu o tratamento de cerca de 90 pacientes da cidade e região. O equipamento para tratamento de lesões e tumores superficiais é usado principalmente por pacientes com câncer de pele e está quebrado há mais de um mês.
Segundo o diretor-clínico do ICL, Antônio Amarante Neto, a idade avançada do aparelho, estimada em pelo menos 20 anos, dificulta o conserto. A peça avariada é a ampola (uma espécie de lâmpada), responsável pela irradiação. ''Infelizmente é difícil encontrar peças compatíveis'', afirma.
Como os outros equipamentos de radioterapia do HC não podem ser usados em lesões superficiais, enquanto uma nova ampola não é encontrada, cerca 50 pacientes interromperam o tratamento e mais 40 aguardam para começar as irradiações. Segundo o médico, a interrupção não traz riscos graves aos pacientes. ''Isso está atrasando o tratamento mas como são tratadas lesões superficiais, onde em muitos casos há a possibilidade de cirugia, não acarreta riscos'', garante.
Os pacientes que querem continuar o tratamento estão sendo orientados a procurar o serviço em Maringá. Contudo, a distância e o custo do deslocamento as irradiações são frequentes e até diárias emperram essa solução.
Segundo Amarante, a substituição do equipamento não está sendo cogitada pelo hospital. ''Esse aparelho vai funcionar por muitos anos ainda e o custo da aquisição de um aparelho mais moderno é muito alto'', comenta. O médico afirma que o hospital localizou uma peça que pode substituir a danificada e testes serão realizados para saber se a troca é possível.

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