Aparecem pais de menor que poderia ser Guilherme
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de janeiro de 1999
Edna Mendes 
O garoto paraguaio Herman Landaida, 15 anos, que se passou por Roberto de Souza quando foi encontrado em Foz do Iguaçu e que anteontem despertou a hipótese de que poderia ser Guilherme Caramês, desaparecido há sete anos e meio em Curitiba, foi identificado ontem pelos seus pais.
O casal paraguaio Eduardo e Gladis Landaida, que mora em Ciudad del Este, cidade fronteiriça com Foz, procurou o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente depois de acompanhar pela imprensa a tentativa de Arlete Caramês, presidente do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida, de reencontrar seu filho desaparecido.
Apesar de não possuírem documentos nem pessoais e nem do garoto, o casal foi reconhecido por Herman. O garoto relatou ao Conselho que fugiu de casa, pela segunda vez, porque era maltratado pelos pais e apanhava com frequência. O casal negou a versão e afirmou que Herman tem problemas psiquiátricos.
De acordo com o conselheiro Antonio Manoel de Jesus, o caso de Roberto será encaminhado ao Consulado do Paraguai no Brasil porque ele se recusa a voltar para a casa. Também iremos submetê-lo a exames psicológicos porque é visível que ele apresenta traumas, disse.
Até o final da tarde de ontem, o casal não havia retornado ao Conselho Tutelar com a documentação do garoto. Enquanto isso, Herman permanecia sob guarda do órgão até que o Consulado Paraguaio se manifeste sobre o caso. Não podemos obrigá-lo a ir embora com os pais se ele diz que é maltratado. Vamos esperar as autoridades paraguaias se pronunciarem, disse o conselheiro.
Anteontem, Arlete Caramês esteve na cidade na tentativa de reencontrar seu filho Guilherme. Duas cicatrizes, uma no nariz e outra no joelho, foram os sinais que despertaram a atenção e uma esperança que Herman pudesse ser Guilherme.


