Depois de seis dias de viagem de bicicleta, por caminhos alternativos e exóticos, cinco profissionais liberais e apaixonados por ciclismo, descreveram a aventura como uma experiência gratificante e inexplicável. Na bagagem, apenas ousadia, muita disposição e - lógico- , os equipamentos de segurança necessários para uma viagem ''tranquila''. Os ciclistas andaram 670 quilômetros, a maior parte por estradas de terra, fazendo em média 17,9 km/h.
Os amigos, Aníbal Rumiato, 54, bancário, Aparecido Alberto Tomazeli, 34, eletrotécnico, Nicácio José da Silva, 44, eletrotécnico, Reginaldo Melhado, 40, juiz do trabalho e Tihiro Hsgawa, 32, analista de sistema, se conhecem das trilhas de fim de semana e resolveram ampliar as aventuras com essa viagem.
A aventura começou em Londrina no dia 20 de julho às 7 horas. A primeira noite eles dormiram no vilarejo de Natinguí (próximo a Ortigueira). Lá, foram acolhidos pelo dono de um pequeno bar, que improvisou no sotão de casa, cinco camas para os ciclistas dormirem.''Todo mundo da cidadezinha ficou espantado, achavam que nós éramos malucos por estar fazendo aquelo trajeto de bicicleta, mas fomos recebidos de coração'', enfatizou Melhado.
No segundo dia passaram por Telêmaco Borba e pernoitaram em Tibagi. Em seguida chegaram a Castro e dormiram no vilarejo de Socavão. Na terça-feira foram para Curitiba pela Serra de Paranapiacaba e terminaram o dia em Quatro Barras. A quarta-feira, segundo Rumiato, foi um dia muito gostoso. Os amigos desceram a Serra da Graciosa pela estrada velha. ''Fizemos a trilha dos Jesuítas e dormimos em Morretes'', lembrou. No sexto e último dia, desceram até Garuva, passando pela trilha da Ambulância e chegaram em Itapoá.
Para os ciclistas o resultado da viagem foi totalmente positivo. Por todas as cidades por onde passaram foram bem recebidos. A recepção, segundo eles, foi a melhor possível, principalmente nos lugares pequenos. ''Em Natinguí, as pessoas estavam esperando a gente pelo caminho - no carreador - a acolhida foi espetacular'', reforçou Megalho. E, pela opinião de todos os aventureiros, foi uma experiência única para conhecer melhor os companheiros de viagem. ''O resultado negativo foram dois pneus furados e algumas raias quebradas'', disseram brincando.
Melhado contou que para diminuir os custos da viagem, eles sempre se hospedavam em lugares simples. Mesmo em cidades maiores como Tibagi e Curitiba, os ciclistas preferiram as pousadas e os hotéis mais baratos. Para ajudar nas despesas eles conseguiram vários patrocinadores, que pagaram quase 90% das despesas.
A viagem até Itapoá, foi planejada durante quatro meses. Como eram ''marinheiros de primeira viagem'',antes de saírem de Londrina, foram conhecer de carro, alguns lugares pelos quais passariam. Para o próximo ano, os ciclistas planejam fazer uma viagem mais longa. ''Estamos pensando em ir até a região da Patagônia, na Argentina'', adiantaram. Para a nova aventura, os amigos, terão 12 meses de preparação. Eles também explicaram que para uma viagem de bicicleta pelo Brasil, a melhor época é o inverno pois a temperatura é mais amena.

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