Apaes reclamam de benefícios cortados
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quinta-feira, 10 de maio de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
As associações de pais e amigos dos excepcionais (Apaes) de Mamborê e Araruna estão reclamando que tiveram benefícios cortados pelas prefeituras por perseguição política. Nos dois municípios da região de Campo Mourão, as Apaes são presididas por mulheres de ex-prefeitos que não conseguiram a reeleição no ano passado.
Em Mamborê, a presidente da Apae, Elizabeth Radomski, anunciou que vai renunciar o cargo na semana que vem devido às pressões. Ele conta que a prefeitura cortou três professores, uma Kombi e até merenda da instituição por questões políticas. Os cortes só ocorreram porque eu sou a presidente, disse. Elizabeth é casada com o ex-prefeito Ricardo Radomski (PSDB).
O prefeito de Mamborê, Armando Alves de Souza (PPB), acusa a presidente da Apae de fazer exigências absurdas para comprometer a administração no Tribunal de Contas. Ela está pedindo coisas que ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal, explica. Souza admite que houve cortes, mas garante que a prefeitura mantém ajuda à Apae, que atende 90 alunos.
Em Araruna, a direção da Apae relata que ficou sem os repasses da prefeitura desde janeiro, quando o prefeito Renato Toaldo (PPS) tomou posse. A presidente da Apae é Terezinha Rorato, mulher do ex-prefeito Antônio de Jesus Rorato (PSDB), derrotado por Toaldo. A falta de repasses deixou a entidade com dívidas acumuladas de 8,6 mil e professores sem receber.
As dívidas foram pagas por um empresário da cidade que não quer ser identificado, o que permitiu o pagamento dos salários atrasados. A Apae de Araruna atende 89 alunos. O prefeito Renato Toaldo nega que exista perseguição e diz que a presidente da entidade é uma pessoa idônea. Ele disse que a prefeitura vai enviar repasses mensais de R$ 3,6 mil à Apae.


