Apae de Jacarezinho fecha por falta de verba
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da Escola Maria de Nazaré, de Jacarezinho, está com as atividades paralisadas desde ontem, por falta de verbas. Cerca de 150 alunos vão ficar sem aulas por tempo indeterminado.
De acordo com a direção da escola, o governo estadual não repassa os recursos necessários para o pagamento de técnicos e para a manutenção da escola desde dezembro do ano passado. A escola tem R$ 51 mil retidos. Ontem, a Apae tinha cerca de R$ 1.000 em caixa e, por isso, decidiu fechar as portas até que os R$ 51 mil sejam repassados pelo governo.
Segundo a presidente da Apae, Edinéia Costa Teixeira, os pagamentos dos salários dos médicos, assistentes socias, psicólogos, terapeutas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas estavam sendo feitos com uma verba destinada à construção de um refeitório na escola. Mas agora esse dinheiro acabou e esses profissionais se recusam a trabalhar sem receber. Não temos outra alternativa senão parar, disse.
Edinéia explicou que a verba da Apae está retida por causa de uma dívida que a prefeitura tem com o INSS, de cerca de R$ 5 milhões. O descaso do governo com os excepcionais é um absurdo. Infelizmente, vivemos numa região de excluídos, afirmou. Nos últimos meses a Apae tem sobrevivido com a realização de campanhas assistenciais. Os salários dos professores são pagos pela prefeitura e pelo Estado.
O prefeito de Jacarezinho, Mário Clóvis Gaspar (PSDB) disse que a prefeitura não tem condições de socorrer a Apae. Entramos em contato com vários deputados para pedir que agilizem a liberação das verbas da escola, mas ainda não fomos atendidos, disse.
Segundo Gaspar, a dívida da prefeitura com o INSS é de gestões anteriores. Como não conseguimos fazer o parcelamento da dívida, não obtivemos a certidão negativa, necessária para que verbas como a da Apae sejam liberadas.





