Uma entidade que surgiu com o objetivo de proporcionar melhoria de vida às pessoas com deficiência e que hoje chega a atender mais de 300 alunos só em Londrina. É com um balanço positivo, resultado de uma grande parceria com a comunidade, que a diretoria da entidade comemora em 11 de dezembro o Dia Nacional das Apaes, além de reunir alunos e familiares numa confraternização de final de ano.
Fundada em Londrina em 1964, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) conta hoje com 108 funcionários e atende 313 alunos das mais variadas deficiências, entre elas síndromes de Down, de Pierre Rubim, de West, esclerose tuberosa, distrofia muscular e paralisia cerebral. A primeira sede da entidade surgiu no Rio de Janeiro há 52 anos por meio da mobilização de pais e amigos e depois acabou se disseminando por todo o país.
Há 16 anos atuando como presidente da Apae de Londrina, José Carlos dos Reis deixa o cargo no fim do mês com a certeza de que se não fosse o apoio da sociedade a entidade não contaria com a estrutura que tem hoje. ''Temos recebido todo tipo de ajuda da comunidade e dos clubes de serviço. Arrecadamos cerca de R$ 15 mil por mês só de doações e é isso que nos mantém, que nos possibilita proporcionar um trabalho de qualidade para nossos alunos'', disse.
No dia 1º de janeiro, uma nova diretoria assumirá a entidade, tendo como presidente a londrinense Rosangela Aparecida Martins. Reis disse que hoje existe a necessidade de ampliar em pelo menos 30% a demanda de atendimentos por conta do grande número de pessoas na fila de espera. ''Para recebermos essas pessoas precisamos de estrutura, não somente física, mas também mais profissionais capacitados. Por isso, mesmo a entidade estando em dia com seus compromissos a colaboração da comunidade é extremamente importante para a continuidade dos nossos trabalhos.''
Além do ensino fundamental, a Apae proporciona aulas profissionalizantes, oficinas artísticas, culturais e esportivas que são ministradas em salas equipadas, ginásio de esporte e sala de informática. O mini-lar, ambiente construído em 1992, proporciona aos alunos a possibilidade de aprender como se estivesse dentro de casa. ''No mini-lar eles aprendem a segurar um copo de água, lavar roupa, ir ao banheiro. Atividades que os tornam cada vez mais independentes e que é um sucesso para nós vê-los conquistando essas atividades domésticas.''
Para a portadora de síndrome de Down, Karina Amabile, 27 anos, estudar na Apae significa ''ter uma família''. ''Eu adoro tudo aqui. Gosto de jogar basquete e faço teatro. Quando fico muito tempo sem vir, sinto saudades'', comentou.
Serviço - Interessados em contribuir com a Apae podem entrar em contato pelo fone fone (43) 3337-5924 ou email: apaeadsercomtel.com.br

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