Não é de hoje que a Escola de Educação Especial Santa Rita, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Londrina (Apae) de Londrina, enfrenta dificuldades financeiras. Desde o ano passado, a entidade dribla com orçamento oriundo de convênios com os governos estadual e municipal, mas nos próximos meses a situação pode piorar com a previsão de um corte de quase 50% na verba do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Para reverter esta situação, a Apae busca apoio do governo estadual e ontem pela manhã recebeu a visita do vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns. Para recepcionar Arns, a banda de música da escola fez uma apresentação.
Segundo o interventor da Apae de Londrina, Antônio Valdemir Zago, o corte no convênio com o SUS provocará uma redução significativa no número de atendimentos à comunidade nas áreas clínicas, como psicólogo, fonoaudiólogo, e neurologista. Ele informou que mensalmente são realizados cerca de 3,9 mil atendimentos e com o corte, esse número cairá para dois mil.
De acordo com Arns, a mudança do governo federal em relação ao sistema de credenciamento do SUS ocorreu de forma ''unilateral''. ''As entidades daqui vêm enfrentando dificuldades também porque o município tem gestão plena na área da saúde, o que significa que elas devem obedecer às regras estabelecidas. Há a necessidade de discutirmos com a prefeitura e com o governo federal para buscar uma solução e normatizar o apoio a essas entidades'', afirma. Atualmente, a Apae atende 330 alunos de 0 a 45 anos e mensalmente, cerca de 500 pessoas da comunidade em geral.
Professores
Entre as inúmeras dificuldades, está a falta de professores. De acordo com a secretária municipal de Educação, Karin Sabec, em fevereiro, a entidade solicitou cinco professores, mas não foi atendida por falta de profissionais. ''Vou me esforçar para arrumar dois professores de imediato. Espero que com o concurso sejam feitas novas contratações para suprir as 600 vagas abertas no município. Além disso, contamos com a contratação de professores que realizaram um teste seletivo em 2010'', diz ela, ao afirmar que em relação à dificuldade financeira, ''o município já faz o repasse por aluno.''
Segundo Arns, a Secretaria de Educação do Paraná irá normatizar ainda neste mês a inclusão de todas as Apaes do estado e as demais entidades de educação e assistência especial nos programas estaduais. ''Tanto no que se refere ao pagamento de luz, água, reforma, ampliação e contratação de professores, que é um problema aqui. Isso será automático daqui pra frente, assim como acontece nas escolas estaduais'', afirma.

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