Ambientalistas do Paraná e Mato Grosso do Sul se reúnem sexta-feira em Mundo Novo (MS) para discutir a implementação da Área de Proteção Ambiental (APA) federal nas várzeas e ilhas do Rio Paraná. Criada em setembro do ano passado, junto com o Parque Nacional de Ilha Grande, a APA federal ainda não saiu do papel. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Martins, garantiu que durante o encontro será formada uma comissão provisória para administrar a APA.
A promessa foi feita a uma delegação de ambientalistas do Paraná e Mato Grosso do Sul que foi a Brasília semana passada cobrar a implementação da APA federal. Segundo o promotor público de Guaíra (115 km a sudoeste de Umuarama), Robertson Fonseca de Azevedo, o presidente do Ibama confirmou presença no encontro de sexta-feira em Mundo Novo.
‘‘Formar uma comissão provisória é o primeiro passo para criar o conselho deliberativo, que é o órgão administrativo mais importante da APA’’, explicou Azevedo. Os ambientalistas querem a APA funcionando para pôr em prática o plano de manejo, zoneamento da área e projetos de recuperação e conservação.
A APA federal alcança 1,3 milhão de hectares de várzeas e ilhas ao longo de aproximadamente 240 quilômetros do Rio Paraná, desde a divisa com São Paulo até o Noroeste do Paraná. As terras estão localizadas em territórios do Paraná e do Mato Grosso do sul.
Ficam fora da APA, os cerca de 180 mil hectares do Parque Nacional de Ilha Grande. Compõem o parque nacional todo o arquipélago de Ilha Grande, nos municípios de Guaíra, Altônia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma.
Ao contrário do parque que proíbe toda e qualquer atividade predatória, a APA inclui áreas agricultáveis e permite determinadas atividades econômicas, desde que compatíveis com uma área de preservação ecológica.

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