APA do Iguaçu recebe apoio
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de novembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Parecer do Ministério do Meio Ambiente considerou viável a proposta do deputado federal Luciano Pizzatto (PFL) de transformar o Rio Iguaçu, o maior do Estado, em Área de Proteção Ambiental (APA). Segundo a conclusão dos técnicos, a proposta coaduna-se com os objetivos da política nacional de áreas protegidas e merece apoio do Ministério do Meio Ambiente.
O projeto também defende a recuperação da vegetação ao longo dos 950 quilômetros que formam o Iguaçu, entre Curitiba e a fronteira com a Argentina. Novas atividades econômicas às margens do rio, conforme a idéia, só seriam permitidas com a apresentação de projetos de desenvolvimento sustentado. Com as constantes agressões que sofreu ao longo dos anos, o deputado justifica que é preciso começar a pensar em formas de recuperá-lo.
Para o diretor de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro Costa, que o projeto é desejável por causa da importância que o Rio Iguaçu tem para o Paraná e todo o País. O ponto de destaque do projeto, diz Costa, é a parte que trata da recuperação das matas ciliares. Seria muito importante que a gente tivesse a recuperação das matas para segurar o curso da água e o escoamento do rio.
Um exemplo do que Costa mencionou sobre a vegetação está nas cataratas, consideradas por ele, o termômetro do Iguaçu. Em períodos de grande vazão, o diretor do ministério lembra que a água fica avermelhada. Isso acontece por causa das diversas toneladas de terra que o rio arrasta. Se a mata ciliar estivesse presente nas encostas, o especialista diz que seria possível controlar a vazão.
Costa diz que o projeto só vai ser colocado em prática se os governos federal e estadual definirem uma estratégia conjunta. É um projeto ambicioso. Ele pode levar cinco anos, dez anos, mas é preciso fazer. Ele considera que como APA, o Iguaçu teria mais chances para figurar como prioridade na agenda dos órgãos de proteção ambiental.


