Aos 75 anos, morre o bispo de Campo Mourão
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de fevereiro de 1999
Sid Sauer 
Por volta das 10h15 de ontem, os sinos da Catedral de Campo Mourão tocaram, anunciando a morte do bispo diocesano, dom Virgílio de Pauli, 75 anos. Vítima de um derrame cerebral, ele estava internado no Hospital Interclínicas desde o dia 11, em estado de coma. Dom Virgílio está sendo velado na Catedral São José e deve ser enterrado hoje, por volta das 11 horas, dentro da própria igreja.
Dom Virgílio comandou a diocese, com 38 paróquias em 22 municípios, durante mais de 17 anos. Ele havia pedido para ser sepultado na catedral, lembra o novo bispo diocesano, Dom Mauro Aparecido dos Santos, 44.
Dom Mauro, que era padre em Jacarezinho, foi ordenado bispo no ano passado e desde o final de agosto está na cidade, atuando como bispo-coajutor. Com a morte de dom Virgílio, dom Mauro passou, automaticamente, a ser o bispo diocesano.
Dom Virgílio era natural de Araraquara (SP) e foi padre em várias paróquias até ser ordenado bispo, em 1981, quando atuava em São Carlos (SP). Ele assumiu a diocese de Campo Mourão em julho daquele, sendo o segundo bispo da história da diocese. O primeiro, dom Eliseu Simões Mendes, que assumiu em 1960, ainda está vivo e mora em Feira de Santana (BA). Dom Virgílio também será o primeiro sacerdote a ser sepultado na Catedral São José. Ele já havia manifestado publicamente esse desejo desde o final de 1997, quando anunciou que iria se aposentar. Na época, ele prometeu continuar em Campo Mourão, apesar de sua família viver em Cambé (a 13 quilômetros a oeste de Londrina).


