Aos 7 anos, menino transforma Londrina em tema de aniversário
Interesse de Rafael por construções, mapas e pontos turísticos levou a cidade à decoração, com pinturas feitas pelo irmão mais velho
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terça-feira, 27 de outubro de 2026
Interesse de Rafael por construções, mapas e pontos turísticos levou a cidade à decoração, com pinturas feitas pelo irmão mais velho

A Catedral e a fachada do Shopping Catuaí viraram pinturas. Os grãos de café e as antigas cabines telefônicas também ganharam espaço na decoração. Para comemorar os 7 anos, Rafael Marcos escolheu como tema de aniversário a cidade onde nasceu: Londrina. O pedido reuniu na festa lugares que o menino gosta de visitar e observar, com atenção às formas e aos detalhes das construções.
A comemoração foi antecipada, e Rafael ainda tinha 6 anos quando recebeu os convidados. Morador do bairro Vivendas do Arvoredo, ele se interessa por arquitetura, países e pontos turísticos desde pequeno, conta a mãe, a professora Vanessa Fantin Marcos Tesser, 46.
Nas visitas ao Catuaí, por exemplo, entrar pelas laterais não dispensa uma passagem pela frente para olhar a fachada. Na Catedral, o menino observa a altura e o formato triangular da construção. Ainda pequeno, pediu ao pai para conhecer o museu e voltou do passeio com uma foto da locomotiva.

A curiosidade também orienta o que procura na internet. Antes de aprender a escrever, Rafael pedia ajuda aos pais para fazer as buscas. Agora, digita sozinho o que quer descobrir.
“Ao invés de estar assistindo a um desenho, ele quer saber, por exemplo, qual o prédio mais alto do mundo”, diz Vanessa. As pesquisas passam por construções de Londres, Nova York, China e Japão.
O interesse por Londrina ganhou um incentivo na recepção de um consultório médico. Enquanto aguardava uma consulta, Rafael encontrou um livro sobre os 90 anos da cidade. Ao folhear a publicação, reconheceu lugares que já havia visitado e se interessou pelas fotografias antigas do museu e do centro.
“Ele começou a folhear, ver as fotos antigas de Londrina”, lembra a mãe. Foi naquele momento que o menino manifestou a vontade de levar a cidade para a festa: “Eu quero uma festa assim”.

Dentro de casa, a escolha não surpreendeu. Vanessa chegou a sugerir um personagem como o Homem-Aranha, pela facilidade de encontrar artigos de decoração, mas o filho manteve o pedido.
O irmão Miguel Marcos Tesser, 13, que gosta de pintar, ofereceu uma contribuição. Perguntou a Rafael quais lugares gostaria de ter representados e preparou pinturas da Catedral e do Catuaí. O Lago Igapó também estava na lista, mas não houve tempo de concluir a terceira obra antes da comemoração.
A festa foi realizada em Cambé, onde Vanessa trabalha como professora da rede municipal. O salão inicialmente reservado, no local onde a família mora, entrou em reforma, e ela precisou encontrar outro endereço.
A responsável pela decoração recebeu o tema com surpresa. Com sugestões de Vanessa, reuniu referências ao café, aos pontos turísticos e às antigas cabines telefônicas de Londrina.

Entre os convidados, a escolha também despertou curiosidade. Ao procurar sugestões de presentes, algumas mães ouviram dos filhos que Rafael gostava de cidades. “Mas como assim? O que eu vou dar de presente?”, perguntavam, segundo Vanessa.
Vieram mapas do Paraná e do Brasil, atlas, livros sobre bandeiras e pontos turísticos e um jogo da memória de países. Um boneco do Homem-Aranha que recebeu foi trocado, a pedido do menino, por um quebra-cabeça do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

Durante a entrevista, Rafael mostrou parte dos presentes. O mapa do Paraná é aberto no chão da sala para que ele possa observar os lugares. No do Brasil, uma das características que chamaram sua atenção foi a quantidade de estradas na Amazônia. “Não tem muita rodovia”, comentou.
Ao falar dos passeios por Londrina, lembrou do museu e do Lago Igapó, onde gosta da árvore de Natal e de andar de pedalinho. Também contou que já assistiu a um vídeo sobre a construção de uma ponte em Londres.
Entre os lugares que ainda quer conhecer está a sede da FOLHA. Ao saber da entrevista, perguntou à mãe o que era o jornal. Vanessa explicou que o pai dela era assinante e situou o prédio perto da Concha Acústica. Rafael fez mais um pedido de passeio: quer visitar a redação.





