Maringá - Manter o título de cidade verde e bem planejada é o desafio de Maringá para os próximos anos. Hoje, a cidade completa 60 anos de emancipação política e é vista por visitantes e moradores como um dos melhores locais para se viver no Brasil. O crescimento continuo das últimas décadas fez as administrações tomarem medidas para frear o desenvolvimento desorganizado, fazendo com que os bairros nasçam de maneira oganizada.
É comum ver visitantes que passam por Maringá se impressionarem com suas avenidas e ruas arborizadas. Essa é uma das principais marcas da cidade (que possui 288 mil habitantes), que deve mudar ao longo dos anos, com a troca das árvores. A intenção da prefeitura é plantar novas espécies que causem menos danos a cidade.
As frondosas árvores que, na maioria das ruas chegam a formar um corredor verde, serão trocadas por espécies menores com o passar do tempo, como informa o secretário de Meio Ambiente e Agricultura, Diniz Afonso. ''Vamos manter a arborização, porque essa é a identidade da cidade, mas estamos encontrando espécies que causem menos danos'', explica.
Maringá tem hoje cerca de 130 mil árvores e 30% já estariam comprometidas, de acordo com um censo feito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com diversas entidades da cidade. Segundo Afonso, a troca dessas plantas tem sido constante e a preocupação é manter as ruas arborizadas, gerando os menores problemas para população. Com o tempo, ele acredita que o visual da cidade ficará diferente, porque as árvores serão menores. ''Isso gera menos problemas de quedas no dia de chuvas e ventos fortes. Também diminui os problemas em relação à rede elétrica. A rede compacta de cabos foi implantada primeiro aqui, justamente para evitar o contato com os galhos'', argumenta.
A administração também tem firmado parceria com entidades e organizações sem fins lucrativos para desenvolver ações que mantenham o verde nas ruas. Há poucos meses, ficou firmado que os canteiros das avenidas serão mantidos por essas entidades e o viveiro municipal foi reestruturado para fornecer mudas de árvores, flores, e plantas ornamentais. Para Afonso, a cidade não pode perder essa característica marcante.
Sobre o crescimento acelerado de Maringá, desde a década de 70 são tomadas medidas para evitar o surgimento de novos bairros. Uma das preocupações é não liberar novos empreendimentos, enquanto outros bairros ainda tenham muitos espaços vazios. O secretario de Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Habitação, Walter Progiante, conta que um novo loteamento só pode ser feito se for entregue com toda estrutura de asfalto, água, esgoto e arborização.
''Desde a década de 80 a cidade tem crescido em um ritmo constante. Os administradores e a própria população tem cuidado para que não haja uma expansão desordenada e o planejamento das avenidas e ligações tenham continuidade. Não temos ocupações de terrenos aqui, porque a própria população de denuncia quando vê alguma construção irregular'', revela. Para ele, um fato que chama a atenção na cidade é a rapidez com que os bairros são ocupados. Em pouco tempo, os novos bairros se enchem de moradores.
Segundo Progiante, essa preocupação em evitar o crescimento desordenado também gera uma valorização de terrenos e imóveis na cidade. ''Sabemos que existem pessoas que compram terrenos só para especular, mas uma cidade que cresce desordenadamente, gera muito mais problemas ao setor público'', esclarece.

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