Aos 15 anos, Joana começava a alimentar a vontade de ser freira. Talvez também pensasse em roupas da moda, qual faculdade cursar, ou nas primeiras paqueras. Mas o chamado vocacional era latente. Aluna do colégio Mãe de Deus desde a 5 série do ensino fundamental, o contato com o santuário, com as irmãs do colégio e a participação no movimento da juventude ela acredita foram cruciais para a escolha que seria definida mais tarde. Hoje, aos 21 anos, Joana Maria Louzada Lima é freira e participa da congregação Irmãs de Maria, do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Tal qual os seminaristas, decidir não foi fácil. ''Não é uma decisão somente racional, por isso deve ser sempre pessoal e não pode ser influenciada, pois implica em renúncias que serão nossas'', explica. Ela conta que, a princípio, a família teve dificuldade em entender, mas que aceitou o seu chamado. As amigas, por sua vez, demonstraram apoio permanente. ''Hoje, quando estou em Londrina (ela mora em Atibaia, no Estado de São Paulo) encontro com elas. Algumas se formaram em Medicina, Pedagogia, outras já se casaram, e para nós é tudo muito natural. Cada uma fez suas escolhas'', conta.
Na nova vida, ela está descobrindo que ser freira é mais que imaginava. ''A gente acha que conhece tudo, mas sempre tem muito a aprender'', afirma. Refletindo sobre sua vocação, Joana garante que fez uma boa escolha pois sente que a própria vida ganhou um novo sentido. Antes, ela conta que ''as coisas do mundo não a preenchiam'', e que agora se sente feliz. ''Independente de qualquer coisa, quando a gente realiza o que gosta, a consequência é a felicidade''. (G.B.)

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