Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública novas regras para funcionamento de farmácias de manipulação, aquelas que preparam remédios sob encomenda. Uma delas já está dando o que falar: proíbe que tais farmácias preparem medicamentos que já são fabricados pela indústria farmacêutica.
No site da Anvisa, são inúmeras as manifestações contrárias a essa medida. Para farmacêuticos, a proibição deverá reduzir de forma drástica a procura por essas farmácias, também denominadas de magistrais, e põe em risco o emprego de milhares de pessoas.
O presidente da Anvisa, Cláudio Maierovitch, afirma que a restrição pretende dar maior segurança para os pacientes. ''É de estranhar que um medicamento produzido artesanalmente possa ter um preço inferior ao da indústria'', diz. ''Salvo algumas exceções, isso pode indicar que tais estabelecimentos economizem no controle de qualidade ou na matéria-prima'', completa.
Atualmente, um bom número de farmácias de manipulação prepara remédios que já são oferecidos pela indústria, a preços mais baixos.
Maierovitch argumenta que o papel das farmácias magistrais não é competir com a indústria. ''Ela tem como objetivo vender remédios voltados especialmente para determinados pacientes'', afirma. Como cremes dermatológicos, que são feitos de acordo com a doença, o tipo de pele, os hábitos do paciente. Ou medicamento cuja dosagem e apresentação (creme, xarope, comprimido) não estão disponíveis no mercado.

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