O Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está investigando casos de mortes que podem ter relação com o medicamento de princípio ativo conhecido por Cloridrato de Metoclopramida endovenoso. Um lote do produto foi recolhido durante esta semana pela Vigilância Sanitária de Foz do Iguaçu depois que duas crianças morreram após tomarem o remédio. A Anvisa notificou todas as vigilâncias sanitárias e os maiores hospitais do País para que informem casos semelhantes.
O remédio foi colocado sob suspeita na quarta-feira, após a morte de Bruno Maia, de 2 anos. Ele teve uma parada cardíaca enquanto recebia o medicamento. O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) colheu amostras de tecidos do garoto e os exames devem ficar prontos na semana que vem. Preventivamente, a Secretaria Municipal de Saúde retirou o lote do remédio de circulação e enviou algumas ampolas para serem analisadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).
Em 15 de fevereiro deste ano, também em Foz, Michele Caroline da Costa, seis anos, faleceu ao ser tratada com o mesmo medicamento. Entretanto, laudos do SVO e do Instituto Médico Legal (IML) não comprovaram a suspeita de que a morte da menina teria sido causada pelo remédio.

mockup