Maringá - A divulgação de que a água mineral consumida por moradores de Maringá está contaminada fez cair a venda do produto em até 80% na cidade. Os donos de distribuidoras de água mineral criticam a forma como foi divulgado o resultado da primeira análise feita pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e esperam ansiosos o novo laudo da universidade para comprovar a qualidade da água.
‘‘A venda caiu 80% já no dia seguinte após a divulgação na imprensa sobre a qualidade da água, e ainda não houve uma reação’’, diz o empresário Eduardo Alberto Mochi. Segundo ele, tanto a universidade quanto o chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, foram irresponsáveis pela divulgação do primeiro resultado da análise. ‘‘Se eles queriam divulgar que há irregularidades tinham que dar nomes aos bois e não generalizar’’, critica.
Mochi comercializa água da marca Fontana Ouro, de Cascavel, e diz que recebe o laudo sobre a potabilidade e qualidade da água a cada 15 dias. A análise, segundo ele, é feita pela Fundetec, de Toledo. Mochi diz estar ansioso pela divulgação da nova análise. ‘‘Só com o novo resultado, as pessoas vão saber quais as marcas têm problemas, e eu estou tranquilo com relação ao produto que eu trabalho’’.
Sidnei Diniz, que vende água mineral da marca Santa Bárbara também diz que a única forma de reverter as vendas atuais é com a divulgação da segunda análise da universidade. ‘‘Da forma como foi feita, todas as marcas ficaram sob suspeitas e as pessoas estão desconfiadas, achando é claro que a nossa marca também está contaminada’’, afirmou. Segundo ele, a venda do produto caiu mais de 30% depois da divulgação sobre a contaminação da água mineral. Diniz afirma que logo depois da divulgação alertando para a contaminação da água mineral, foi obrigado a acabar com o estoque de revistas publicitárias sobre a água Santa Bárbara, enviando os exemplares até mesmo para os clientes mais antigos.
Diniz contesta o resultado da primeira análise feita pela UEM e diz que jamais uma pesquisa podia se basear em amostras coletadas nas residências. Segundo ele, muitos consumidores utilizam o mesmo galão da água mineral para colocar água filtrada e deixam de fazer a limpeza adequada do suporte.
De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá, Gilberto Pucca, o resultado da análise feita a partir das amostras coletadas semana passada nas distribuidoras de água mineral instaladas na cidade, sairá no início do mês que vem. Ele descartou a hipótese de divulgar os resultados parciais das amostras a cada semana, mas confirmou que vai proibir a comercialização da marca cujo o resultado de contaminação for positivo.

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