Anúncio de verba para maternidade
Londrina - A Secretaria de Saúde do Estado destinou R$ 11 milhões para a construção de uma maternidade ao lado do Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina, na zona leste. De acordo com a superintendente do hospital, Margarida Carvalho, o prédio terá uma entrada independente do HU para dar mais conforto às pacientes. Serão implantados 40 leitos para atendimentos de alta complexidade. Hoje a maternidade conta com 23 leitos. "Também serão feitos partos normais, partos que não sejam de alta complexidade e partos na água." A expectativa é que os editais de licitação sejam lançados até fevereiro. As obras devem ser concluídas em até quatro anos.
Conforme Margarida, apesar das dificuldades estruturais e do número reduzido de funcionários, a maternidade do HU é considerada uma das 19 melhores do país. "O cuidado e o carinho com que as pacientes e os filhos são atendidos acabou colocando a maternidade nesse ranking, mas não há privacidade para as mães. Nós temos enfermaria até com seis leitos. As outras enfermarias têm três ou quatro leitos e não atende à privacidade que a mulher e a criança necessitam", lembrou.
O espaço atual destinado à maternidade é de 100 metros quadrados. O novo prédio terá 3.130 metros quadrados de área total.
Os recursos destinados à nova maternidade não contemplam a compra de móveis e de equipamentos. O HU negocia com o governo do Estado contratações de funcionários para o HU e para a nova estrutura. A superintendência e os diretores do HU calculam uma defasagem de até 200 profissionais.
A reitora da UEL, Nádina Moreno, e o secretário Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, se reuniram no início da semana para debater o assunto em Curitiba. A UEL estima que seja necessário contratar 1.880 funcionários nos próximos dez anos. "Estamos aguardando a finalização de um processo seletivo feito pela UEL para a contratação de médicos para a UTI. Também já temos autorização para fazer um concurso para as vagas remanescentes", disse.
Já o secretário informou que analisa a defasagem de funcionários em todas as universidades estaduais. Por enquanto, segundo ele, não há previsão de novas contratações. (V.C.)





