Anúncio de prisão de médicos preocupa HU
Érika Pelegrino
De Londrina
O diretor-superintendente do Hospital Universitário (HU), Claudio Camacho e o diretor-clínico, Sylvio Villari, procuraram ontem o promotor Paulo Tavares para pedir esclarecimento sobre o posicionamento da juíza Oneide Negrão, que ameaçou prender médicos em casos de falta de atendimento por superlotação no pronto-socorro. A ameaça foi feita durante reunião realizada na última sexta-feira pela promotora Solange Vicentin e a juíza Oneide Negrão.
Villari afirmou que a intenção foi de conversar com Tavares, por ele ser da área de saúde e conhecer bem o funcionamento dos hospitais. A promotora e a juíza não estão muito bem enfronhadas sobre o nosso trabalho, afirmou.
O diretor disse ainda que quando os profissionais têm que fazer a opção de atender só urgência e emergência é porque realmente não há condições de atender outros pacientes, por falta de vagas.
Paulo Tavares disse que não há motivos para receios e preocupações desde que os casos de urgência e emergência continuem a ser atendidos independente de superlotação do pronto-socorro. É isto que a sociedade e o Ministério Público esperam de um pronto-socorro, declarou. Eu acompanho o funcionamento do HU e sei das dificuldades enfrentadas. O hospital depende da liberação de verba do Estado para ser ampliado.
Segundo o promotor, os diretores do HU também comunicaram que já foi apresentado na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia um projeto de ampliação e reforma do HU e que até final do mês, o governo estadual deverá dar um parecer sobre a liberação de verba, estimada em R$ 7 milhões. Caso a verba não seja liberada, há quatro anos que está sendo solicitada, não haverá outra alternativa a não ser o Ministério Público acionar o Estado, afirmou.





