Anúncio da comissão da PM foi adiado
Leandro Donatti
Emerson Cervi
De Curitiba
O secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, cancelou ontem o anúncio dos nomes dos integrantes da comissão especial para apurar denúncias de irregularidades administrativas na Polícia Militar. A Comissão seria formada oficialmente às 11 horas, mas com a morte do deputado Aníbal Khury ela foi prorrogada.
Ainda não foi definida a nova data para o início das investigações de denúncias como o caso Joni Rodrigues, um estelionatário procurado pela polícia de outros Estados que tinha trânsito livre em setores do comando da PM do Paraná, e a compra de jaquetas importadas para policiais militares. Essas denúncias e conflitos recentes entre as polícias Civil e Militar resultaram na maior crise do setor de segurança pública do governo Jaime Lerner (PFL).
No velório do deputado Aníbal Khury, o comandante da PM, coronel Luiz Fernando de Lara, disse não acreditar na troca de comando. Meu cargo é político, de confiança do governador, não sinto clima de mudanças por conta dessa onda de boataria e fofocas. Ele não quis falar sobre os casos Joni e a compra de jaquetas importadas. Eu solicitei a criação dessa comissão e quero que todas as denúncias sejam devidamente investigadas, afirmou.
Segundo ele, integrantes da polícia Militar e da Civil contrários à uniformização de procedimentos das duas corporações seriam os responsáveis pela crise. Eles não aceitam a idéia, mesmo sabendo que a uniformização é de procedimento e não de comando. O coronel não quis citar nomes.
Na manhã de quinta-feira da semana passada, o assessor do secretário da Segurança, Valdir Bicudo, chegou a afirmar à imprensa que Lara e o delegado geral, Newton Tadeu Rocha, seriam afastados dos cargos. A informação só foi desmentida no final da tarde, depois da interferência do governador Jaime Lener. Em entrevista à Folha, no sábado, Cândido Martins disse que houve um mal entendido.
O secretário também afirmou que a comissão que vai investigar as denúncias contra o comando da PM será formada por funcionários da secretaria da Segurança. Cândido Martins não informou quantos pessoas farão parte e quem são elas. Ele confirmou, porém, que Lara será afastado se a comissão comprovar seu envolvimento nas denúncias. (Colaborou James Alberti).





