Curitiba O secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, anunciou na tarde de ontem uma série de medidas administrativas. O objetivo é melhorar as condições de trabalho dos professores e por consequência o nível do ensino nas escolas estaduais. O governo vai enviar à Assembléia Legislativa mensagens propondo a substituição imediata do professor na sala de aula em caso de licença médica. Pelas regras vigentes agora, o professor só é substituído 15 dias depois e o titular tem ainda que repor as aulas.
O governo do Paraná também pretende compensar o estágio probatório de três anos para os professores aprovados em concurso público que já possuem tempo de docência no Estado. ''Não deixaremos os professores sujeitos a esse vínculo precário'', disse o secretário, referindo-se à falta de estabilidade do profissional durante o período probatório.
Através da Procuradoria Geral do Estado, o governo passa ainda a reconhecer como servidores os cerca de três mil profissionais da educação e saúde que eram do chamado Fundinho. Eles deixam de ser tratados pelo Estado como celetistas, que contribuíam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e passam agora a ser servidores do Estado.
Essas melhorias, de acordo com o sindicato da categoria, tinham sido acertadas desde o início do ano com o Palácio Iguaçu. Mesmo com o anúncio das melhorias, os professores da rede estadual marcaram para o próximo dia 17, terça-feira, uma paralisação para exigir o plano de cargos e salários e uma reposição de 91%, acumulada em oito anos.
Maurício Requião considerou a manifestação ''desnecessária''. O secretário disse que ainda não há um acordo em torno do percentual do reajuste, mas que o governo está empenhado na negociação. ''O sindicato tem nos apresentado uma pauta séria'', disse, lembrando que o governo está tratando do plano de cargos e salários do funcionalismo.
Para melhorar a segurança dos alunos, o governo defende a construção de casas dentro das escolas, a partir do segundo semestre. A idéia é manter um policial ou um caseiro, para evitar danos ao patrimônio das escolas.

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