O Paraná deverá ganhar, no prazo máximo de quatro meses, mais cerca de 600 vagas para presos provisórios da capital e de cidades do interior, com a construção de casas de custódia. A determinação foi dada pelo governador Roberto Requião (PMDB), nesta semana, durante a última reunião da ''Operação Mãos Limpas''.
Os detalhes do projeto deverão ser conhecidos dentro de 30 dias. Londrina, que sofre com a superlotação no 2º e 4º Distritos Policiais, tem grandes chances de ser contemplada com uma segunda unidade.
Segundo informações da Agência Estadual de Notícias, as unidades serão construídas pelo sistema modular mais rápido e irão abrigar entre 100 e 120 presos. O objetivo principal é justamente tentar reduzir o problema da superlotação de distritos policiais e cadeias públicas, que é crônico em todo o Estado. Além das casas de custódia, o governador também deverá encaminhar, em caráter emergencial, um projeto para a construção de duas unidades prisionais, em Umuarama e Guaíra, com capacidade para 150 presos.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública também deverá remanejar policiais da capital para as cadeias do interior. O reforço, segundo a procuradora geral de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, deverá contribuir para o preenchimento de 1.200 vagas nas cadeias interioranas, que poderão ser ocupadas com o policiamento mais adequado. A idéia da Secretaria é fazer um convênio com as prefeituras das cidades que recebessem esses presos, com suplementação de verbas.

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