Antropóloga representa o Brasil em uma entidade internacional
A antropóloga Cecília Maria Vieira Helm é pesquisadora do CNPq e membro da diretoria e Conselho Científico do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. É participante também dos programas de pós-graduação em Antropologia Social das universidades federais do Paraná e Santa Catarina, e vice-presidente da Associação Latinoamericana de Antropologia, representando o Brasil na atual diretoria da entidade.
A antropóloga é professora titular aposentada da UFPR desde 1990 e realiza consultorias antropológicas para o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Funai, Justiça Federal e Copel, tendo inclusive escrito laudos antropológicos sobre conflitos de terras, demarcação e delimitação de terras indígenas e os índios e as usinas hidrelétricas do Sul do Brasil - em Salto Santiago e na Bacia do Rio Tibagi.
Tenho um nome profissional internacionalmente conhecido, possuo vários trabalhos publicados e no prelo sobre os índios do Brasil e do Paraná. Basta consultar o livro Bibliografia Kaingang, publicado recentemente pela Editora da UEL, em 1998.
Também mencionado pelos pesquisadores Kimiye Tommasino, Lúcio Tadeu Mota e Franciso Silva Noelli, o pioneiro Oldemar Blasi, autor de um dos estudos criticados no manifesto, considera altamente injuriosos os ataques feitos contra ele, por não representarem um mínimo sequer de veracidade.
Ele classifica de inverídicas as informações contidas no manifesto e transcritas na reportagem da Folha sobre sua atuação profissional, por mais de 50 anos, nos campos da ciência e da cultura, tanto no Estado do Paraná quanto Brasil e exterior.
Sobre o posicionamento dos três pesquisadores da UEL e da UEM, Oldemar Blasi manifesta: Externo com a maior veemência meu mais profundo repúdio a essas aleivosias, fruto que são, inegávelmente, de mentes recalcadas e doentias, desde que os textos, além de desarrazoados, não inserem qualquer informação documental que sustente as impropriedades neles contidas. É de se lamentar que respeitadas Universidades de Londrina e Maringá abrigem em seus quadros pessoas de tão elevada irresponsabilidade, desde que elas se intitulam professores dessas duas instituições de ensino, fato que, sem dúvida, contribuí para denegri-lás.
A antropóloga Maria Fernanda Maranhão Kluge e a arqueóloga Claudia Inés Parellada também responderam ao manifesto dos pesquisadores da UEL e da UEM. Elas esclarecem: A pesquisa feita com vistas ao EIA/RIMA é realizada por amostragem, como foi executado neste caso (trabalho da Copel) e como consta do relatório, abrangendo apenas parte da área a ser atingida, com a finalidade de se diagnosticar os impactos na área. Ainda deve ser destacado que foi recomendado o aprofundamento da pesquisa através da implantação de Programa de Salvamento Arqueológico.
Em outro trecho, as profissionais destacam: Nos estudos arqueológicos e antropológicos desenvolvidos para elaboração dos EIA/ RIMA citados foi realizado amplo levantamento e análise bibliográfica de publicações já editadas até aquele momento. A metodologia usada para cada estudo está detalhamente descrita e obedece critérios técnicos e científicos, tendo sido realizados os relatórios com autonomia.
O Grupo MIG, que atua por um convênio entre a UEL e a Funai no desenvolvimento de trabalhos nas comunidades indígenas, enviou à Folha um esclarecimento: Lamentamos que intitulados pesquisadores venham a público não para trazer bons argumentos, sobre polêmicas que envolvem as áreas indígenas, mas para tentar denegrir a imagem de profissionais cujo trabalho e reconhecimento não estão à mercê de debates de moralidade duvidosa.





