A Secretaria de Estado da Saúde registrou ontem mais 71 novos casos de diarréia e vômito em Antonina, no Litoral do Paraná. Com isso, subiu para 417 o número de infectados. Técnicos da secretaria não descartam a possibilidade de ser ''um surto de cólera infecciosa de origem bacteriana''. Entretanto, o causador dos sintomas só será conhecido hoje à tarde, quando estará concluída a análise dos exames de fezes e urina, coletadas em 30% dos contaminados, e o laudo relativo às amostras de água e frutos do mar. O material está sendo analisado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Grande parte dos pacientes apresentou fortes cólicas abdominais, além de dores de cabeça e febre. A secretaria trabalha com várias hipóteses. Tanto pode ser o vibrião colérico, como salmonela ou chigella bactérias adquiridas em alimentos ou por contaminação da rede de água por causa do rompimento de uma adutora.

A média é de 90 novos casos por dia. Setenta por cento dos casos ocorreram na região central da cidade, e nos bairros Batel, Portinho e áreas adjacentes. Apenas 10% dos contaminados são crianças. Vinte por cento dos infectados apresentaram maior grau de desidratação por conta das constantes evacuações e, por isto, tiveram de ficar internados no Hopital Municipal Silvio Bittencourt de Linhares até anteontem.

A reportagem da Folha tentou ouvir ontem o diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Antonio Carlos Setti, designado para investigar e prevenir novos casos, mas a assessoria de imprensa da secretaria informou que ele estava em uma solenidade e não poderia conceder entrevista. Anteontem, ele disse à Folha, que quando se trata de surto colérico, o quadro de diarréias é intenso na maioria dos casos, o que não ocorre com os infectados, já que 70% dos casos foram resolvidos com soro via oral.

mockup