O secretário de Finanças de Antonina (Litoral do Estado), Hélio Rangel, disse ontem que já protocolou na Câmara Federal um documento explicando os motivos que levaram a prefeitura a retirar os R$ 115 mil mensais do Fundef, originalmente depositados numa conta no Banco do Brasil. Ele disse que o dinheiro não foi desviado, mas transferido para uma agência do Banestado. ‘‘Não temos agência do Banco do Brasil em Antonina. Seria desumano fazer os professores irem até Morretes para receber seus salários’’, justificou. Antonina tem atualmente 100 professores atuando na rede municipal.
A secretária de Educação de Goioerê (78 quilômetros a Oeste de Campo Mourão), Antonia Luzinete, não sabia ontem que o município constava do relatório final da Comissão de Educação da Câmara Federal. Ela assumiu o cargo no início deste ano.
A secretária de Educação de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), Azioli Pavim, disse estar ‘‘pasma’’ com as notícias de inclusão do município no relatório do governo federal. Segundo ela, no primeiro semestre do ano passado surgiram denúncias, mas a prefeitura provou com documentos que não havia irregularidades.
Em Mandirituba (Região Metropolitana de Curitiba), a reportagem da Folha foi informada que toda a documentação comprovando a ‘‘correta’’ aplicação dos recursos do Fundef está sendo separada. A prefeitura irá encaminhar os levantamentos para a Procuradoria da República até sexta-feira.
Em Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina), as contas do Fundef estão sendo revistas. Mas o secretário de Educação, Valdecir Alves, disse que não tem conhecimento de qualquer irregularidade. (L.P)

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